segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Udão Correria – Humor e Política! A página que incomoda alguns poderosos em Uberlândia!

Udão Correria – Humor e Política! A página que incomoda alguns poderosos em Uberlândia!

A primeira entrevista do Blog do Francisco Águas
Há menos de um ano a fã page de humor “Udão Correria” utiliza a sátira para propor o debate político em Uberlândia e no cenário nacional. Usa de memes criativos, vídeos irônicos, destoando do discurso único dos grandes veículos de mídia.

O blog do Francisco Águas, admirador da página propôs 10 perguntas que foram respondidas pelos administradores da página. Saiba um pouco sobre pensamento do “Udão Correria”!
1 - A quanto tempo tem a página Udão Correria?
A página é recente, ainda não completamos nem um ano de existência, foi criada em maio de 2015.
2 - Qual a temática da página?
É basicamente humor e política. Falamos de temas nacionais e regionais, muitas vezes publicamos alertas e posts de utilidade pública para fidelizar ainda mais o público de Uberlândia e região.
3 - Como vc vê a cobertura política de uberlândia e região feita pelos maiores veículos de mídia locais?
Em geral são coberturas fracas e tendenciosas, com algumas exceções mas que em maioria são programas de baixa audiência.
4 - Qual sua visão sobre a Câmara de Vereadores de Uberlândia?
Cara, sinceramente, não sei nem por onde começar a responder essa pergunta. A corrupção na câmara começa nas coisas pequenas. Escândalos conhecidos vão desde salgadinhos até assessorias jurídicas superfaturadas. Recentemente assisti um vídeo feito pelo Genéricos TV, que foi a câmara fazer perguntas básicas de tabuada e nenhum vereador sabia responder direito. Não que isso justifique a competência de alguém, mas como disse acima, o despreparo é tão grave que começa nas pequenas coisas. Percebo que a politicagem passou na frente da dedicação a população, temos vereadores que se dedicam a criar factoides, boatos e brigas para desestabilizar o governo municipal.
5 -  Qual vereador vê como destaque positivo e qual vê como destaque negativo?
O Udão se sente representado pelo Silesio e Marquinho do Mega Box, temos ideias alinhadas e já deixei isso claro várias vezes em postagens envolvendo os vereadores. Do mesmo jeito que vejo no Wilson Pinheiro o oposto de minha representação politica. Nada pessoal, mas acompanho o trabalho dele. Vai ver se o cara tá visitando alguma quebrada, pegando os problemas com a população,etc. Ele só fica correndo atrás de criar fatos. A matéria que ele orquestrou do fantástico para mim foi a gota d’agua. Foi um dos motores que nos incentivou a criar a página, ali ele passou dos limites, por sorte a verdade apareceu e até o próprio programa se redimiu.
6 - Vc sofreu ou sofre algum tipo de ameça pelas postagens que faz sobre determinados políticos de Uberlândia?
Diariamente, ainda mais agora, que uma liminar na justiça revelou a identidade dos donos da página para os piores inimigos. Mas vamos seguir firme, não temos rabo preso, temos ficha limpa e coragem para lutar pelo direito de liberdade de expressão.

7 - Ainda existe coronelismo em Uberlândia?
Sim.
8- Qual a função da sátira humorísticas em seus comentários polítcos?
Os memes e os vídeos geram discussão. As vezes aquele cara que não se interessa por política passa a se interessar quando dá risada daquilo. Isso é muito bom, de uns tempos pra cá várias páginas inspiraram uma geração de pessoas que já conseguem se posicionar politicamente, buscar fontes e questionar o padrão. Essa função do humor é fascinante.
9 - Odelmo Leão é muito citado em seus comentários. Foi prefeito em mais de um mandato e atual Deputado Federal, faça uma análise de sua atuação como prefeito e como deputado.
Odelmo fez um governo centralizado, não chegou nas periferias, não planejou bairros, veja o exemplo do Shopping Park. Don Almir era quase todo sem asfalto até pouco tempo atrás. O que ele fez foi surfar na onda dos bons tempos do Lula e usou grandes recursos federais para grandes obras, construção de hospitais, casas,etc. Muitos destes recursos com participação direta do então deputado Gilmar Machado. Não vejo a mesma postura do Odelmo na situação de deputado. Quase não trouxe recursos, fica fazendo politicagem, se uniu a políticos de extrema direita como Bolsonaro e Eduardo Cunha. Votou a favor da terceirização, favor da redução da maioridade penal, só aprova coisa pra fazendeiro, por isso a página pega no pé dele. Que inclusive está me processando junto com o Wilson Pinheiro e o Felipe Attiê.
10 - Como vê Uberlândia em 2016 em ano de eleições
Será mais uma eleição bizarra. A guerra política será intensa e na situação que estamos todos tem a perder com isso. Farei a minha parte para que a população escolha melhor seus políticos, mas não será uma tarefa fácil.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

O vexame final de uma imprensa decadente e golpista

O vexame final de uma imprensa decadente e golpista

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Publicado originalmente no blog o cafezinho.
Inacreditável.
I-NA-CRE-DI-TÁ-VEL!
A gente fica pensando até onde chegará o provincianismo golpista e sabotador da mídia e de seus aliados em setores autoritários do Estado.
No dia seguinte à realização do primeiro encontro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, após mais de dois anos sem se reunir, e que contou com a presença dos principais empresários, dirigentes políticos e intelectuais do país, a manchete da Folha é sobre um sítio que Lula "frequentou", e que teria sido reformado pela Odebrecht.
A informação é dada por uma ex-dona de uma loja de material de construção, que não se lembra de nada exatamente, nem dos valores exatos (não deu nota), nem das empresas fornecedoras (diz que achava que eram todas da Odebrecht), nem do que foi comprado.
Qual a tese em questão?
Ora, é muito claro.
O objetivo é sabotar o país.
Não vai ter impeachment, tudo bem. Os golpistas já aceitaram isso. Também parecem ter aceitado que não haverá tapetão no TSE.
Mas o clima de instabilidade não pode ser debelado.
Nesta manhã, a manchete dos portais é que Lula e dona Marisa terão que dar depoimento como "investigados" ao Ministério Público de São Paulo.
A Lava Jato agiu rápido. Alguns dias depois do promotor passar por um aperto ao anunciar para mídia, antes que o ex-presidente pudesse se defender, antes mesmo de abrir o inquérito (o que é ilegal), quais eram as suas intenções, a República do Paraná lhe prestou um socorro à jato.
Desviando o foco de todas as suas investigações anteriores, dirige suas atenções para o mesmo prédio onde Lula havia tentado comprar um apartamento.
As manchetes sobre o apartamento são originais, quase engraçadas.
"Apartamento que seria de Lula"...
E agora, com a história do sítio de Atibaia, temos uma nova figura no código penal: o sítio "usado".
Sítio usado por Lula...
Ou seja, Lula esteve lá, bebeu cerveja, comeu churrasco e foi embora.
É um sítio, é bom repetir, "usado" por Lula!
A gente fica especulando o que historiadores e analistas de mídia, quando as paixões políticas amainarem, pensarão disso tudo.
A mídia está apostando alto dessa vez.
A queda brutal na circulação de jornais, seja no meio impresso, seja no meio digital, o despenhadeiro que a Globo enfrenta em matéria de audiência, não deixam dúvidas que é preciso agir rápido.
No site da Folha ao celular, simplesmente não há menção à reunião do Conselho, um assunto de interesse de todo o país, e que reuniu a nata do PIB, a cúpula sindical, governo, movimentos sociais e artistas.
Não interessa.
O que interessa é "pegar" Lula e gerar crise, independentemente do sofrimento social que isso possa provocar.
Esse é o jornal no qual Dilma decidiu publicar o seu primeiro artigo do ano...
A agenda política na grande mídia, que sempre foi estreita, estreitou-se ainda mais. Não se pode falar de outra coisa. Todas as baterias estão voltadas contra Lula.
Por que o ódio contra Lula?
O Brasil não cresceu em seu governo? Os bancos não ganharam dinheiro? A dívida pública não caiu? O Brasil não conseguiu se tornar, mais que em nenhum momento de sua história, um respeitado "player" global? Não foram iniciadas obras de infra-estrutura necessárias ao desenvolvimento econômico? Não há consenso de que, em seu governo, houve um inédito processo de libertação social, convertido em modelo para o mundo inteiro?
Depois de décadas de vida pública, depois de ter sua vida devassada, seus sigilos quebrados, o máximo que encontram contra Lula é que a Odebrecht reformou um sítio que ele frequentou?
O que isso significa? Que Lula se vendeu, maliciosamente, pensando em "usar" o sítio reformado pela Odebrecht?
A história do apartamento é igualmente ridícula.
Ambas as histórias são prenhes de intrigas e fofocas, histórias de vizinhos.
A mesma imprensa que esquece Eduardo Cunha, que tem contas comprovadas e não declaradas no exterior, de milhões de dólares, persegue Lula porque ele "usou" um sítio?
Francamente!
O campo progressista não pode se deixar intimidar por esse tipo de perseguição. O desespero da mídia e de seus tentáculos no Estado é sinal de derrota!
Ainda temos o caso de José Dirceu, em que um delator delata, deslata, e delata de novo. E o Ministério Público, oportunamente, diz que não há gravação do depoimento que poderia ajudar em sua defesa. Que esculhambação!
A conspiração midiática-judicial se embaralha, ganha ares mafiosos. Impulsionada pela ansiedade em cumprir logo seus objetivos, envereda cada vez mais abertamente para a perseguição política.
Todos parecem ter mordido a isca lançada por Lula. Querem me perseguir, parece ter dito o ex-presidente. Então o façam logo! Vamos para o pau agora!
As pessoas se perguntam: Lula será preso? Por que razão? Por ter "usado" um sítio? Por NÃO ter comprado um apartamento num prédio chinfrim de Guarujá?
Em outros países, ex-presidentes corruptos adquirem imóveis em Nova York, Miami, Paris. Compram fazendas. Juntam milhões no exterior.
No caso de Lula, ele adquire, a prestação, uma cota num condomínio, e a revende mais tarde, sem comprar o apartamento.
E "usa" um sítio...
A conspiração entrou numa espiral sem saída, e arrasta a mídia para um abismo sem fim. Afinal, o que esperam?
Das duas, uma.
Ou prenderão Lula sem provas, desmoralizando-se, criando um enorme desconforto político que se refletirá obviamente no exterior, provocando uma onda de denúncias contra a emergência de um Estado policial delinquente, uma ditadura instalada, uma doença, um absesso cheio de pus, dentro do Estado democrático.
Ou então não prenderão Lula e lhe darão o maior atestado de idoneidade que um político jamais teve.
Sim, porque quebrar o sigilo de Lula não podem mais, porque já o fizeram.
Fazer uma devassa em sua vida e na de seus familiares também não podem mais, porque já o fizeram.
Claro que são criativos.
Venceram, até certo ponto, a batalha da opinião pública. Um parte expressiva do povo, inclusive pessoas simples, querem ver a caveira do Lula.
Essa é uma opinião volátil, manipulada, que pode virar pelo avesso em alguns anos, transformando o vilão em herói - é o que vai acontecer.
Mas e a opinião dos intelectuais, dos sindicalistas, dos movimentos sociais, de toda a vanguarda progressista da sociedade?
Assim como ocorreu quando tentaram aplicar o impeachment em Dilma, a perseguição a Lula amplia a sua popularidade em setores essenciais da luta política.
Lula já foi o herói do povo. Voltará a sê-lo, em seu devido tempo.
No momento, Lula volta a ser o herói dos intelectuais e dos sindicalistas, e de todos que entenderam o jogo sujo da mídia, e desconfiam que investigações policiais foram transformadas em conspirações políticas.
É angustiante e emocionante.
A mídia aposta na virada conservadora, só que vai com sede demais ao pote, com risco de entornar o caldo.
Conservadores e progressistas assistem, tensos, a bolinha rodar e rodar no casino da história, sem saber onde ela vai cair: no vermelho ou no preto?
Lula será visto como bandido ou heroi?
Os conservadores têm, é claro, um problema sério: eles precisam de crise para ganhar. Por isso a aposta no caos econômico e político. Nenhuma iniciativa de recuperação econômica lhes interessa.
Os progressistas também tem um problema: é muito difícil se posicionar contra o judiciário. É extremamente difícil mostrar à opinião pública que, por trás da toga, se desvelam interesses nocivos, partidários, obscuros.
Entretanto, podemos afirmar, desde já: o povo brasileiro vencerá, cedo ou tarde, porque não se pode enganá-lo por muito tempo.
O que Lula proporcionou ao povo brasileiro não pode mais ser apagado da história. Ao tentar pintá-lo como bandido, a mídia completa a sua lenda, conferindo-lhe um ar de mito político, visto que todas as grandes lideranças populares da história passaram por essa etapa, sempre foram perseguidas pelos poderes dominantes de sua época.
Os grupos de mídia, por sua vez, não podem apagar o rastro sujo que deixaram na história política do país: a sua hostilidade constante à democracia, apoiando golpes, ontem, hoje e sempre.
A história, moça irônica, trabalha secretamente, rindo no escuro.
Os perseguidores de Lula serão apagados da história, ou tratados como tristes vilões num país ainda vítima do racismo, do preconceito político, do mais profundo egoísmo social.
Num país sem herois, envergonhado de si mesmo, com um problema grave de baixa autoestima coletiva, o histerismo, o ódio, o preconceito, que permeiam toda essa perseguição a Lula, são o esterco com que a história cultiva o florescimento de uma coisa nova, grande, algo que poderá exercer poderosa influência em nosso futuro, que poderá derrubar, por fim, séculos de intolerância, viralatismo e manipulação.
A história, como sempre, transformará lixo em ouro, e fará nascer algo que nunca tivemos: um símbolo.
Dessa vez, porém, não será um símbolo enforcado, esquartejado, humilhado, como Tiradentes, um símbolo que nunca obteve, em sua vida, uma mísera vitória.
Não, agora teremos o símbolo de um homem que venceu, que governou o país, que lutou pelo povo.
Em sua campanha de ódio, a mídia e seus cúmplices estão esculpindo, sem o saber, o símbolo que os irá destruir.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Chico Buarque - MPB Especial - 1973


Exibido em 1973, o programa "MPB Especial", da TV Cultura, dirigido por Fernando Faro, e embrião do atual "Ensaio", trouxe para frente das câmaras um Chico Buarque no auge da criatividade e vivendo conturbado período de repressão do regime militar. Por causa de suas letras de alto teor político, o artista era alvo constante da censura, onde a cada nova canção, era inquerido a prestar esclarecimentos, sobre o queria dizer com tais versos.

O Chico Buarque, antes visto como o genro ideal, visto como o bom menino compositor de a "Banda", volta do exílio de cabelos e barbas compridos, sendo um dos maiores inimigos dos censores.

É sobre esse duro período, mas de intenso processo criativo, que Chico revela as faces de sua criação. E colado ao depoimento, canta algum dos seus recentes sucessos como"Olê, Olá""Deus Lhe Pague""Cotidiano", a novíssima "Tatuagem"  e a intensa e bela "Flor da Idade".  Só classicos.

Um histório registro permeado de bons momentos e que radiografa, um do mais importantes compositores da moderna música brasileira, fazendo história através de suas canções.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Paulo Pimenta: Globo blinda anunciantes de cerveja e não “vê” relação entre consumo de álcool e mortes no trânsito

Paulo Pimenta: Globo blinda anunciantes de cerveja e não “vê” relação entre consumo de álcool e mortes no trânsito

Publicado no www.viomundo.com.br
O Globo blinda e “brinda” seus anunciantes de cerveja em matéria que não “vê” relação entre consumo de álcool e mortes no trânsito
por Paulo Pimenta

A proximidade com o carnaval e a dependência econômica que a mídia tem da publicidade de cerveja levaram o jornalO Globo a isentar, desde agora, a combinação bebida e direção como uma das causas da violência no trânsito.
Em matéria deste domingo (3), o jornal “analisa” a ocorrência dos acidentes em rodovias federais e aponta suas causas. O Globo “não viu”, em nenhum momento, o consumo de bebidas alcoólicas com um fator preponderante para as vítimas das estradas.
Para dar suposta credibilidade àquilo que O Globo quer esconder, ou não pode dizer  – a relação entre álcool e acidentes com veículos – um especialista em segurança de trânsito surge no texto para sentenciar que o “despreparo dos motoristas”, a “falta de manutenção dos veículos” e a “péssima qualidade das vias” é que são os responsáveis pelas colisões nas estradas. Nenhuma referência sobre álcool e direção, apesar de constar claramente no site da Polícia Rodoviária Federal que, nas operações de fiscalização de final de ano que terminam só depois do carnaval, a “embriaguez ao volante” é uma das “principais atitudes dos condutores que acarretam acidentes graves”.
No ano passado, a Revista Época, do grupo Globo,  revelou que a Ambev ocupava o sexto lugar entre as dez empresas que mais investiram em publicidade no primeiro semestre de 2015 no país.
Não fosse pelas razões óbvias e conhecidas, seria de se estranhar o fato de uma matéria que dedicou uma página inteira sobre acidentes em rodovias não ter ouvido nenhum especialista na área da saúde, por exemplo.
Até porque, se ouvisse, saberia que a Organização Mundial da Saúde aprovou, em texto assinado por 193 países no ano de 2010, a restrição da publicidade de cerveja como uma solução estratégica à diminuição da violência no trânsito. Dados da OMS afirmam que o álcool é o agente causador de 4% das mortes do mundo, vitimando mais do que doenças como AIDS e Tuberculose. O público jovem, especialmente do sexo masculino, representa a maior parte das vítimas.
Em outro estudo, a OMS verificou que países desenvolvidos que acabaram com a propaganda de álcool reduziram o consumo em 16% e tiveram 23% menos mortes no trânsito que os países onde não há restrições à propaganda, como o Brasil.
Aqui, o Conar, espécie de autorregulação da propaganda, é conivente com os recorrentes desrespeitos da publicidade de cerveja ao seu próprio código. Para modificar essa situação, em 2011 apresentei projeto de lei 701/11 que estabelece restrições à publicidade de cerveja, como sugere a OMS. Mas, o  Congresso Nacional não teve ainda a coragem necessária para enfrentar o “lobby” dos três setores que impedem a aprovação de uma legislação sobre esse tema no Brasil: a indústria de cerveja, as agências de publicidade e a mídia.
Há alguns anos,  o professor Braz de Lima, do Programa de Álcool e Drogas da UFRJ, estimou que o álcool está presente em 75% dos acidentes de trânsito que ocorrem no país.
Em 1996, o Congresso Nacional aprovou a restrição de publicidades ao cigarro. Nesses 20 anos, o número de fumantes no Brasil, que entre a década de 80 e 90 era de aproximadamente 30%, hoje apresenta índice de 10,8%, segundo o Ministério da Saúde. Isso fez do Brasil um dos países que mais reduziram o número de fumantes no mundo nos últimos anos.
Como se sabe, o carnaval é o período em que os segmentos de bebidas mais lucram, quando milhões e milhões de litros de cerveja são consumidos, e que também muito investem em publicidade.
O aumento do consumo de álcool nessa época faz com que esse seja o período, apontado pela Polícia Rodoviária Federal, como o mais crítico em termos de acidentes em rodovias federais.
Mas O Globo não “descobriu” nada disso. Nem poderia, já que a matéria foi construída para blindar – ou brindar ? – seu próprios anunciantes de qualquer responsabilidade sobre os acidentes e mortes no trânsito que ocorrerão durante o carnaval.
Paulo Pimenta é jornalista e deputado federal pelo PT-RS

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

MMA - Os Gladiadores Estão de Volta Para Saciar o Sadismo Moderno!

MMA - Os Gladiadores Estão de Volta Para Saciar o Sadismo Moderno!

Cada vez mais o MMA (sigla em inglês de Artes Marcias Múltiplas) entra no gosto popular. Tal modalidade, antes conhecida com o singelo nome de vale tudo, surpreende pela violência extrema dentro dos rings. A luta movimenta cifras bilionárias, tem audiência cada vez maior e tornou-se uma indústria forte e consagrada. 
Os lutadores desferem golpes em seus oponentes com uma força gigantesca. Atletas fortes e preparados se agridem com toda força que conseguem. Muitas vezes os lutadores terminam a luta completamente desfigurados. É a espetaculização da violência. As lutas permeadas de cortes, sangue e selvageria.
Mas como a força do capital é gigantesca, a modalidade tem sido defendida por vários setores da sociedade. A Rede Globo, detentora dos direitos de transmissão, faz verdadeira apologia à modalidade. Os jornais de esporte dão cada vez mais espaço para a luta. Nos Estados Unidos, a luta é muito estruturada e movimenta somas gigantescas de dinheiro. A violência extrema entra nos lares... e dá muito dinheiro!
Muitas pessoas afirmam que é a possibilidade de ascensão social de jovens de famílias humildes. Que ninguém é obrigado a lutar. Que ninguém é obrigado a assistir. Porém a questão é mais complexa.
Para cada lutador milionário, que tem grande aparato, com assistência médica, treinador, nutricionista e uma conta bancária gorda, vários jovens se lançam em academias precárias e em rings improvisados ou mesmo ilegais. Seu sonho de se tornar um grande astro não passa de uma ilusão. Mesmo os astros consagrados estão sujeitos a sequelas, lesões gravíssimas e até mesmo morrerem no ring, visto a brutalidade da modalidade ser tamanha. Assim, vários parasitas, como empresários, publicitários, donos de TVs e outros meios de comunicação, ganham rios de dinheiro sem verter uma gota de sangue de seus rostos. São os donos dos gladiadores.
Vivemos em uma sociedade onde a necessidade de ser bem sucedido financeiramente é algo para muitos, mais importante que a integridade física. Muitos jovens iludidos pelo canto da sereia midiática se lançam nos rings hipnotizados pela possibilidade promessa de glória e fortuna. Trocam sua saúde por um esporte sangrento e violento.

A popularidade da luta é tão grande que a mídia passa cenas dos eventos até em horários familiares. Bares, restaurantes, casas de eventos, todas transmitem a selvageria. É impossível ficar alheio aos embates. 
Dessa forma é notório que o sadismo ainda está presente em doses assustadoras na população. Vibrar ao ver uma pessoa ser espancada é muito próximo do sentimento de um cidadão romano que vibrava com as lutas dos gladiadores.
Por outro lado, a população clama por uma sociedade mais pacífica. É um grande contrassenso. Idolatram a violência, mas querem uma sociedade pacífica!

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

PSDB acusou governo federal de fazer o que o PSDB fez: matar CPI depois de propina de R$ 10 milhões a presidente do partido Sergio Guerra

"As informações acima não diminuem ou pretendem diminuir a responsabilidade de integrantes do PT e de todos os outros partidos envolvidos no Petrolão: PMDB, PP, PSB e outros.
Porém, servem para demonstrar que o Petrolão floresceu num período em que, tendo a oportunidade de fazê-lo, o PSDB não fortaleceu as instituições que poderiam desmontá-lo no nascedouro. Pelo contrário, os dois mandatos de FHC ficaram famosos pela atuação do engavetador-geral da República. O presidente se ocupava de coisas mais importantes, como vender por U$ 3 bilhões uma empresa que valia U$ 100 bi, noutro escândalo, aquele sim, jamais investigado".

do www.viomundo.com.br

PSDB acusou governo federal de fazer o que o PSDB fez: matar CPI depois de propina de R$ 10 milhões a presidente do partido Sergio Guerra

publicado em 22 de dezembro de 2015 às 03:27
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Da Redação
O acúmulo de informações sobre a Operação Lava Jato deixa claro: o Petrolão começou no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Diz ele que era, então, um esquema “desorganizado”. Ou seja, a corrupção do PSDB é mais “vadia” que a do PT/PMDB/PP/PSB e outros, parece sugerir o sociólogo.
É exatamente a mesma lógica utilizada para justificar como legais doações feitas pelas empreiteiras envolvidas na Lava Jato a Aécio Neves em 2014, quando aquelas que abasteceram os cofres de Dilma teriam sido “criminosas”.
“Mas, não tínhamos o que dar em troca, já que não controlávamos o Planalto”, argumentam os tucanos.
Porém, e os contratos fechados pelas mesmas empreiteiras com os governos paulistas? E os fechados com os governos de Aécio Neves e Antonio Anastasia em Minas? Não poderia ter se dado aí o quid-pro-quo?
A lógica do PSDB, endossada pela mídia, deu certo no mensalão: embora os tucanos tenham amamentado Marcos Valério no berço, com dinheiro público de empresas estatais como Copasa (Companhia de Saneamento de Minas Gerais), Comig — hoje Codemig, Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais — e o extinto Bemge, o banco estadual mineiro, ninguém foi preso; o ex-presidente nacional do PSDB e senador Eduardo Azeredo foi condenado em primeira instância a 20 anos de prisão (leia íntegra da sentença aqui), depois de 17 anos! Dificilmente passará um dia na cadeia, já que em 2018 completa 70 anos.
Enquanto isso, o mensalão petista deu no que deu, apesar da controvérsia sobre se o dinheiro da Visanet, afinal, era ou não público.
Vejamos quais são os fatos que localizam o berço do Petrolão no quintal de FHC:
1. Delcídio do Amaral, ex-líder do governo Dilma no Senado, hoje preso, assinou ficha de filiação no PSDB em 1998 e foi diretor de Gás e Energia da Petrobrás em 2000 e 2001, no segundo mandato de FHC, quando conheceu Nelson Cerveró e Paulo Roberto Costa, que agora se tornaram delatores. Os negócios entre eles começaram então.
2. As usinas termelétricas construídas às pressas na época do apagão elétrico — o verdadeiro, não aquele que a Globo prevê desde o governo Lula –, durante o governo FHC, deram prejuízo à Petrobrás superior àquele atribuído à compra e venda da refinaria de Pasadena, no governo Dilma, segundo calculou a Folha de S. Paulo. Mas, vejam que interessante: a Folha apresenta o senador como sendo do PT quando, à época dos negócios denunciados, ele tinha ficha de filiação assinada no PSDB e servia ao governo FHC.
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3. Delcídio é acusado de ter recebido R$ 10 milhões em propina da Alstom neste período. A Alstom foi operadora do trensalão tucano em São Paulo, que atravessou os governos Covas, Alckmin, Serra e Alckmin com uma velocidade superior àquela com que se constrói o metrô paulistano.
4. A Operação Sangue Negro, deflagrada pela Polícia Federal, refere-se a um esquema envolvendo a empresa holandesa SBM, que operou de 1998 a 2012, envolvendo pagamentos de U$ 46 milhões. Em 1998, registre-se, FHC foi reeleito para um segundo mandato.
5. Em delação premiada, o ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco, disse que coletou um total de R$ 100 milhões em propinas desde 1996. Portanto, desde a metade do primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso. Barusco, se contou a verdade, atuou no propinoduto durante seis longos anos sob governo tucano. Por que Lula e Dilma deveriam saber de tudo e FHC não?
6. Outro delator, Fernando Baiano, disse que seus negócios com a Petrobrás começaram em 2000, na metade do segundo mandato de FHC.
O curioso é que, em março de 2014, o PSDB acusou o PT, em nota no seu site, de ter tentado bloquear investigações sobre a Petrobrás.
Desde 2009, o PSDB no Senado solicita investigações sobre denúncias de irregularidades e na direção oposta, o esforço para aprovar a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a estatal petroleira foi derrubada pelo governo federal no mesmo ano. […] Em 15 de maio de 2009, o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) protocolou um pedido de abertura da comissão, assinado por 32 colegas de diversos partidos, incluindo até mesmo alguns de legendas que apoiam o governo. O requerimento pedia a investigação a fraudes que já haviam sido motivo de trabalhos na Polícia Federal, Tribunal de Contas da União e Ministério Público federal. 
Na justificativa, o tucano argumentou que havia indícios de fraudes em construção e reforma de plataformas de petróleo – em especial relacionadas a grandes superfaturamentos – e desvios de verbas de royalties da exploração do petróleo, sonegação de impostos, mal uso de verbas de patrocínio e fraudes em diversos acordos e pagamentos na Agência Nacional de Petróleo. No entanto, o governo operou internamente com sua base para engavetar o pedido de CPI. Mas o PSDB apresentou requerimentos relacionados à Petrobras, no esforço de buscar respostas às denúncias.
Porém, mais tarde soubemos que foi o ex-presidente do PSDB e ex-senador Sergio Guerra, já falecido, quem teria recebido R$ 10 milhões para enterrar a CPI, segundo o delator Paulo Roberto Costa.
O ex-diretor de Abastecimento da Petrobrás Paulo Roberto Costa afirmou em sua delação premiada que o então presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra – morto em março deste ano –, o procurou e cobrou R$ 10 milhões para que a Comissão Parlamentar de Inquérito da Petrobrás, aberta em julho de 2009 no Senado, fosse encerrada. Segundo Costa, o tucano disse a ele que o dinheiro seria usado para a campanha de 2010. Aos investigadores da Operação Lava Jato, Costa afirmou que os R$ 10 milhões foram pagos em 2010 a Guerra. O pagamento teria ocorrido depois que a CPI da Petrobrás foi encerrada sem punições, em 18 de dezembro de 2009. O senador era um dos 11 membros da comissão – três integrantes eram da oposição e acusaram o governo de impedir as apurações. 
A extorsão, segundo Costa, foi para abafar as descobertas de irregularidades nas obras da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco – alvo do esquema que levou ao banco dos réus o ex-diretor da estatal e o doleiro Alberto Youssef. A obra era um dos sete alvos suspeitos na Petrobrás que justificaram a abertura da comissão, em julho. […] O ex-diretor declarou que o então presidente do PSDB estava acompanhado do deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE), a quem chamou em seu relato de “operador” […] O delator afirmou que Guerra relatou a ele que o dinheiro abasteceria as campanhas do PSDB em 2010. Naquele ano, o presidente do partido foi o coordenador oficial da campanha presidencial do candidato José Serra. Integrantes da campanha informaram que o ex-senador não fez parte do comitê financeiro.
Vejam vocês que os tucanos denunciados são graúdos: dois senadores e ex-presidentes do partido, Eduardo Azeredo e Sergio Guerra. Não é, portanto, coisa da arraia miúda do PSDB.
No caso de Guerra, supostamente atuou com um operador de outro partido, demonstrando que o Petrolão obedecia a linhas partidárias tanto quanto aquela famosa foto de Delcídio (PT) com Romário (PSB), Eduardo Paes, Pedro Paulo e Ricardo Ferraço (PMDB) celebrando uma “aliança partidária”.
Nosso ponto é que o mensalão, assim como o trensalão e o petrolão, são suprapartidários e expressam a destruição do sistema político brasileiro pelo financiamento privado, aquele que transformou o presidente da Câmara Eduardo Cunha num traficante de emendas parlamentares escritas pela OAS e apresentadas por gente como Sandro Mabel (PMDB) e Francisco Dornelles (PP).
Se é certo que o PT age igualzinho aos outros partidos, também o é que o PSDB não paira ao lado do DEM no panteão da moralidade, né Agripino?
As informações acima não diminuem ou pretendem diminuir a responsabilidade de integrantes do PT e de todos os outros partidos envolvidos no Petrolão: PMDB, PP, PSB e outros.
Porém, servem para demonstrar que o Petrolão floresceu num período em que, tendo a oportunidade de fazê-lo, o PSDB não fortaleceu as instituições que poderiam desmontá-lo no nascedouro. Pelo contrário, os dois mandatos de FHC ficaram famosos pela atuação do engavetador-geral da República. O presidente se ocupava de coisas mais importantes, como vender por U$ 3 bilhões uma empresa que valia U$ 100 bi, noutro escândalo, aquele sim, jamais investigado.

PS do Viomundo: Quais campanhas foram irrigadas pelos R$ 10 mi do Guerra? Existe punição no Congresso por obstruir investigações às custas de dinheiro sujo?

Chico Buarque não tem medo de fascistas! “Não dá para se informar lendo a Veja”, diz Chico Buarque ao defender o PT em discussão no Leblon

Do portal Forum

“Não dá para se informar lendo a Veja”, diz Chico Buarque ao defender o PT em discussão no Leblon


dezembro 22, 2015 15:04

“Não dá para se informar lendo a Veja”, diz Chico Buarque ao defender o PT em discussão no Leblon
O cantor foi cercado em rua do Rio de Janeiro, onde mora, por um grupo que incluía o filho do empresário Alvaro Garnero; entre outras provocações, os agressores sugeriram que “defender o PT é fácil para quem mora em Paris”
por Redação
Na noite de segunda-feira (21), o cantor e escritor Chico Buarque foi abordado por um grupo de jovens e provocado por ser apoiador e ativista do PT. Entre os agressores, estava o filho do empresário paulista Alvaro Garnero. Herdeiro de uma família trasdicional, Alvaro se filiou ao PRB e cogitou ser candidato a deputado federal. O ataque aconteceu em uma rua do bairro do Leblon, no Rio de Janeiro, onde o cantor mora e por onde costuma passear.
O músico saía de um jantar na rua Dias Ferreira, acompanhado do cineasta Cacá Diegues e do escritor e jornalista Eric Napomuceno, quando foi cercado pelo grupo. As provocações começaram com os jovens afirmando repetidamente e em tom agressivo que “o PT é bandido”. Sem se exaltar, o cantor respondeu: “Eu acho que o PSDB é bandido, e aí?”.
Apesar da agressividade dos jovens, Chico permaneceu calmo e ironizou a posição política do grupo, dizendo que “com base na revista Veja, não dá para se informar”. Um dos agressores, então, replica: “A minha opinião é a minha opinião”.
No final da discussão, um dos jovens afirma que “defender o PT e morar em Paris é fácil”, ao que Chico responde: “Eu não moro em Paris, eu moro aqui”.
O vídeo do bate-boca foi feito pela repórter Julia Moura, do Glamurama; confira.