O processo de impeachment que vai ser votado hoje (17/04/2016) deve ser visto de maneira bem mais complexa do que muitos analisam. Além de ser um golpe contra a Constituição Federal, que determina que o processo de impedimento do chefe do executivo só se dará por crime de responsabilidade, também será um golpe contra avanços sociais conquistados à duras penas pela sociedade civil brasileira. O programa chamado "Ponte para o Futuro", que a coligação comandada por Michel Temer, lançou em seu site, prevê a terceirização da relação de emprego que na prática sepulta os direitos trabalhistas, prevê o fim da valorização do salário mínimo, acabando com o poder de compra do trabalhador. Em seu funesto texto, o plano prevê ainda o fim do SUS, a entrega do pré sal para a exploração das petrolíferas estrangeiras e a total submissão aos interesses das grandes potências mundiais. A presidenta Dilma Rousseff não é acusada de nenhum crime e se notabilizou por projetos de combate à corrupção. Já seus algozes são réus em investigações escandalosas, tem contas na Suíça e biografia imunda. A classe média que acha que comprar discurso da classe dominante lhe torna um igual, irá se sentir traída e arrependida, ao constatar que foi mera massa de manobra e literalmente fodida! #NaoVaiTerGolpe
Espaço para discussão de assuntos aleatórios como música, cinema, literatura, política e futebol!
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domingo, 17 de abril de 2016
domingo, 10 de abril de 2016
Entendendo a ilegalidade do impeachment: vídeo em 5 passos
Elucidativo vídeo da professora Liana Cirne Lins, sobre o processo de impedimento contra a Presidenta Dilma. Com argumentos técnicos e racionais mostra o quanto o processo, da maneira que foi instaurado, não encontra respaldo no ordenamento jurídico brasileiro.
#naovaitergolpe
domingo, 13 de março de 2016
ANÁLISE CONJUNTURAL DA MANIFESTAÇÃO POPULAR DE 13-03.2016
ANÁLISE CONJUNTURAL DA MANIFESTAÇÃO POPULAR DE 13-03.2016
por Rogério Zeidan
E para agravar ainda mais este cenário, constata-se a AUSÊNCIA DE APOIO DAS LIDERANÇAS DE ESQUERDA diante de um Governo que minimizou e estancou os processos de participação popular, com a adoção de um modelo de governança que perde sua identidade e se distancia de suas raízes. Tudo isso, em meio ao caos da indústria cultural e lembro aqui de Adorno e Horkheimer, que na Dialética do Esclarecimento já apontava para a alienação oriunda das culturas de massa na sociedade capitalista.
por Rogério Zeidan
As atuais movimentações sócio-políticas de golpe se encontram forjadas por um conjunto de elementos imbricados entre si: o poderio econômico que detém o domínio da sociabilidade cotidiana sobre o proletariado (banqueiros e empresários), o poder da mídia que detém igualmente o domínio das massas na formação da opinião pública, das instituições estatais (Forças Policiais; PJ; MP) dotadas de autonomia e presunção de credibilidade ao atuar em nome da “lei”, da “democracia” e da “moralidade”.
E para agravar ainda mais este cenário, constata-se a AUSÊNCIA DE APOIO DAS LIDERANÇAS DE ESQUERDA diante de um Governo que minimizou e estancou os processos de participação popular, com a adoção de um modelo de governança que perde sua identidade e se distancia de suas raízes. Tudo isso, em meio ao caos da indústria cultural e lembro aqui de Adorno e Horkheimer, que na Dialética do Esclarecimento já apontava para a alienação oriunda das culturas de massa na sociedade capitalista.
Nils Christie, em sua obra A indústria do Controle do Crime, já denunciava que historicamente sob a flâmula da lei, muitos interesses inescrupulosos têm sido ilegitimamente defendidos, como o nacionalismo alemão, o fascismo italiano, a ditadura na América Latina e as dominações capitalistas dentre tantos outros casos em que também se insere a atual manifestação. Num cenário em que juristas, moralistas, individualistas alienados e o próprio Direito passam a integrar a categoria da manutenção e “produção” desse sistema, com a específica função da “limpeza” das instâncias de poder e das próprias ruas (CHRISTIE, 1998, p. xiii).
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